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sábado, 9 de maio de 2020

que o vento leve!

Li hoje no Globo que vírus nem é um organismo vivo, é uma partícula de matéria.
Alguns não vão embora nunca,como o da gripe por exemplo, a gripe comum; o da espanhola sumiu. O vírus da comum sempre está nos rondando.
Como brincou um especialista  bem antes da explosão do corona, o vírus mais burro é muito mais esperto do que o cientista mais inteligente. Talvez por isto não se entenda por que certos vírus somem e outros fazem parte da paisagem. E por isso também ainda não se pode adivinhar qual vai ser o comportamento desta praga mais recente.
Poucos sabem, mas dentre os vírus que desapareceram (isola, isola!!) está o do "suor inglês" de que já se falou aqui há uns poucos anos.
Era da família do ebola, sabemos hoje; o contágio devia se dar pela proximidade, muitos eram imunes, e pouco mais se sabe já que em tempos elizabetanos  e pré-, ninguém imaginava o que fosse um vírus. A mulher e uma das filhas do conselheiro Cromwell morreram disto, e o seu filho, já pai de família e bem situado, também.
Chamavam-no assim mesmo, English Sweat, ou simplesmente "the sweat", e como vírus não se pode imaginar um mais gentil, pois matava de forma rápida e indolor.
A pessoa estava conversando, trabalhando, sentia-se cansada, ia se deitar um pouco e não acordava. Se iam vê-la dormir notavam que suava muito. Só isso.
E este vírus carinhoso sumiu como veio, praticamente junto com a dinastia Tudor.

Já esta versão do corona não tem sido carinhosa, e não esperemos dela igual celeridade para desaparecer. Pode ser que seja um mal castigando os descaminhos da humanidade, a Terra reagindo. Aqui temos três dias de luto nacional, e como estes mortos em sua maioria não eram da área cultural, a Secretária fica desobrigada de carregá-los às costas, para empregar a sua metáfora tão solidária.
Afinal se trata de uma "pessoa leve".
Tomara  então que o vento disperse rapidamente essa leveza..

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