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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

"cem flores", você sabe o que foi?

Um período breve na China de Mao em que diziam, Que cem flores desabrochem.
Atividades culturais e liberdade da imprensa eram estimuladas.

Aí quando todos já sabiam quem era quem deslancharam a Revolução Cultural que matou milhares.
Muitos de nós nasceram ou pelo menos cresceram  em democracia. Estamos acostumados  dizer o que pensamos. Nos bairros as pessoas já evitam falar muito com quem não conhecem bem. Esse é o primeiro efeito.

Bem, o "Economist" voltou a publicar que o candidato da bala representa um risco. Obrigada "Economist"! E o que é mais surpreendente, Mme Le Pen lascou pau no mesmo moço porque em alguma postagem ele a citou  como a uma política semelhante a ele.
Mme Le Pen criticou com fúria as posições misóginas e ainda declarou que de extrema-direita será ele, ela não, o que não deixa de surpreender. Mas enfim, temos então a Le Pen .. à esquerda do boi sonado.
Que nos valha a Virgem de Aparecida cujo dia cai hoje!

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

primeiro, tiraram o Amor de nossa bandeira..

Primeiro tiraram o amor, melhor dizendo não deixaram que nascesse com ele. Você deveria saber essa história de cor e salteado e se não sabe pergunte ao Macalé que é especialista.
Depois... eles vêm tirando o verde (e o amarelo e até o azul; só o Cruzeiro do Sul segue incólume).
Agora se apropriaram da bandeira toda.
A bandeira é nossa, de cada um de nós e não de uma facção.
Quero minha bandeira de volta!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

companheira, me ajude que eu não posso andar só...


Alhos e bugalhos não se podem comparar, laranjas e melancias também não.  Até na minha família há os que equiparam um candidato radical ao outro.
Gente, foram 21 anos de ditadura militar. Matar é pior do que roubar. E o governo que matou também teve os seus larápios. Estas são as eleições dos mal informados, dos que olham apenas a telinha. Mas há os que leem jornais. Não é racional, nos moldes e proporções que estamos vendo, o ódio ao partido que tem o principal representante  atrás das grades; e em quem pelo menos no primeiro turno espero não ter de votar.
Isso se houver mais de um turno.
Não anulem o seu voto, manifestem-se a favor da sociedade civil e contra o ódio.

A frase lá em cima foi ouvida na passeata das mulheres, de múltiplas tendências. E vale repeti-la.
Companheira, me ajude que eu não posso andar só; eu sozinha ando bem mas com você ando melhor.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

hoje tem alegria?

Não sei ainda mas vou descobrir se a escola municipal fechou hoje, dia de São Cosme e Damião, por conta própria ou se foi orientação do preclaro prefeito.
No primeiro caso pode até haver motivo válido (ou não) como tubulação estourada por exemplo.
Como afinal essa parte da oferenda é acima de tudo para os santos, meti os dois sacos de celofane enfeitados com fita rosa e azul pelo lado direito das grades e Doce, Beijada!.
Sempre dei os doces em caixas, duas ou três e esse ano recebi a orientação de  escolher doces (bala de coco, pé de moleque e tal) que resistissem bem a essa embalagem.
Sei que há uma lei nova mas não sei se está já efetivada; meti os doces pela grade na Hora Aberta, antes das seis.
Não contava era com a escola fechada. Os que estão embalados individualmente talvez resistam às formigas, mas se elas devorarem tudo ou se chover, o problema não é meu que não ia prová-los.
É do preconceito que leva a considerar doces como demoníacos!
E mais uma vez Doce, Beijada!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

as fotos, os agrotóxicos os e os deputados federais

Um grande laboratório fabricante de aspirinas e também de agrotóxicos alugou em Brasília, por uma noite, o restaurante mais badalado da classe política. Muito bem. Só que pediu que fossem removidas todas as fotos de políticos vivos e mortos, gesto não, talvez, dos mais elegantes, 200 fotos incluindo todo tipo de gente, vários deles até gozando de boa fama como o dr Ulysses e Juscelino.
A classe política se revoltou. Três deputados alvoroçados, um pernambucano, um paulista e o terceiro carioca vieram correndo encontrar a reportagem do JB.
O JB, que por sinal deu mais ênfase ao pedido do laboratório e às fotos, não publicou nem o partido deles e se absteve de comentários. E as declarações que fizeram prescindem deles.
Aí vão.
Não receberão mais os lobistas da multinacional que os procuram sempre para pedir favores e defender os interesses do laboratório. Saiu sem aspas.
Aspeados: " Foi uma afronta. Vou pra tribuna esculhambar essa gente. Na hora de matar as pessoas com seus ´produtos laranja´ eles nos procuram. Deixa a [multinacional] comigo".

Só lembrem que a alternativa a eles é ainda pior. Aos deputados, claro. Eu não tomo nem aspirina há anos e anos.

sábado, 8 de setembro de 2018

miami não!

Pois muito bem, recupera-se o candidato esfaqueado e já consciente até pediu ao seu vice escolhido que moderasse o tom. Pois esse apontara o dedo para o PT declarando que não achava, sabia, que era coisa desse partido.
O que é absurdo. Atentados assim, a faca, desde sempre existem e não poupam nem os que, como Henrique IV da França, não só não incitavam à violência mas desejavam que cada francês pudesse "pôr uma galinha pra cozinhar todo domingo" o que supõe não apenas a galinha, mas a casa, a panela e lenha para o fogão. Monarca da conciliação entre católicos e protestantes, cuja oposição fizera correr muito sangue, Henrique nem por isso escapou à faca de um louco, e não tendo a sorte de estar perto de um hospital do século XXI, morreu em horas.
Todos os jornalistas e representantes de partidos já disseram todas as coisas óbvias, desejando pronto restabelecimento e afirmando que a violência não é solução. Vários, no meio da coluna, lembraram a ironia dos fatos, citando declarações do candidato, as recentes, sobre "metralhar a petralha" e as mais antigas sobre a colega que não merecia ser estuprada por ele. Não creio que proceda sua declaração de que "nunca fez mal a ninguém". Certamente ao agressor, pessoalmente, nunca fez; o agressor é desequilibrado, e só.
O ministro Jungmann havia avisado aos candidatos, e a esse em particular, do risco de posicionar-se em locais altos e mais ainda se deixar erguer por partidários. Aconteceu. Ficamos todos imersos na incerteza  mais angustiante, e em nada ajuda ver os partidários erguerem cartaz dizendo em ingreis, gente, "In [o candidato] we trust".
Era só o que faltava. E você sabia  que uma igreja evangélica da Barra, a freqüentada por evangélicos colunáveis, tem categorias com nomes em ingreis? "Seeds" são os infantes, "winners" os adolescentes. E tal.
Miami não!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

falei das flores

"Há soldados armados, amados ou não..."
Há também generais e generais. Respeitamos muito o general Villas Bôas e  estimamos sinceramente as melhoras (não leu ele próprio, por motivo de saúde, o discurso no dia do Soldado).
Mas quanto à queixa de que a sociedade não põe no mesmo plano as mortes dos soldados da intervenção e certas outras de grande repercussão, precisamos discordar. Não há mesmo comparação.
Lamentamos imensamente a violência de um modo geral, da qual a sociedade civil é sim responsável em grande parte; lamentamos as mortes de soldados e também de policiais derrubados por fuzis de bandidos, que muitas vezes algum colega insensato e corrupto fez chegar até ali; mas não há de fato comparação.
O general não quis citar nomes mas no contexto a referência era clara. Para início de conversa farda é uniforme, confere? uniformiza aos que a envergam. É esse o seu propósito e um civil costuma ter identidade mais nítida. Depois não se pode comparar o sentimento suscitado pelo assassínio frio e premeditado de -por exemplo- uma vereadora batalhando pelos desvalidos, e a morte em combate de um soldado. O soldado assumiu o risco lá atrás.
No mais, nas críticas ao pouco empenho dos governos locais e ao pouco caso da sociedade como um todo, o general Villas Bôas tinha razão.
Que floresçam rosas na boca dos fuzis e também nas campas dos que caíram.