Bem-vindo ao Blog do Caminho das Folhas.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Dando continuidade a declarações do eleito durante a campanha, a sempre surpreendente ministra das Famílias e Tal declara que vão tornar possível o ensino em casa supervisionado pelos pais.
Assim é bom, nem paga professor, nem renova escola (só aquela em Caxias com o nome do pai do dito cujo, e é pra filhos de militares )  e nem há preocupação com a merenda escolar.
Vai haver pai pesando na balança se é melhor mandar o rebento comer a merenda ou botá-lo na lavoura.
A ministra, que na adolescência padeceu com violência em casa, e na mão de supostos benfeitores da família, violências essas inclusive sexuais, que a levaram a pensar em suicídio, mais do que ninguém deveria saber que há famílias que se devem fiscalizar e de quem se deve até muitas vezes retirar a guarda dos filhos.
Pais que não são confiáveis para simplesmente criar os filhos com saúde, o que dirá educá-los "cinco horas por dia" como ela recomenda.
A repórter quis saber quem haveria de fiscalizar tamanha empreitada e ouviu que "poderia ser o Conselho Tutelar" que então vai precisar triplicar os efetivos, pois agora dão conta da violência familiar e abandono de menor. Fiscalizar estudos já é outro capítulo. Isso num país imenso onde o Conselho, creio, não chega a todas as glebas e recantos.
Ministra, pode ser que se reduz assim a categoria dos perigosos docentes, mas haverá que pagar esse povo. Já pensou?
A vantagem que vislumbro é que analfabeto não acessa rede social. É minguada.
Que vergonha.
Ministra, fique a senhora em casa!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

tudo pelo social?



 Regimes autoritários e violentos não merecem aprovação. Na mesma semana em que morreu o jornalista saudita, um venezuelano não resistiu às torturas, e como ele há outros. Não se entende o que o PT foi fazer naquela posse nem se podem perdoar camisetas da "Ursal" como as que vi expostas em Laranjeiras, e que o MST vendeu recentemente na Carioca. Por um lado se diz aos extremista de direita deste país que tal coisa não existe. Por outro se alimenta o mito. E claro, um dos países "socialistas" seria a infeliz Venezuela.
Socialismo é um dos termos mais vilipendiados do Brasil onde nunca existiu um PS nos moldes europeus para demonstrar a diferença. Quase todos os partidos possuem o S de Social (até AQUELE) e o mais parecido com certeza é o PSOL.
Regimes totalitários podem se chamar como quiserem, socialismo não é o que tropas, torturas e policiais armados impõem. Não sujem a memória de Salvador Allende.

Com tudo isso deve o Brasil intervir com sanções à Venezuela? Não e não; primeiro porque fere a tradição de neutralidade itamaratiana, que se relaciona com nações e não com governos. O que está Maduro deve cair por vontade da população. Depois o candidato mais óbvio, que agradece a ajuda obtida do atual governo brasileiro, periga trazer algo não necessariamente melhor, apenas diferente. Tem estreitas ligações familiares com o Exército, negou-se a comentar para os jornalistas brasileiros, e a ajuda que tanto preza é de um ex-capitão que povoou o governo de generais. Temos muitos problemas a resolver, não acrescentemos essa eventual culpa no futuro alheio.

Generais são insubstituíveis em seus lugares, e festejada seja a volta do general Franklimberg, de origem indígena por sinal, à Funai. Além das qualidades demonstradas, interessante no posto alguém que saiba e queira vigiar as fronteira, não pelo temor de invasões bélicas mas pela nefasta ação dos madeireiros.

Mas falando em fronteiras, o estranho filósofo que vive fora delas mas indica ministro xingou muito os parlamentares do partido do presidente que foram à China. Não porque eram muitos, e um ou dois bastavam para aprender sobre reconhecimento facial. Não porque não fosse, talvez, de bom alvitre, ou de bom agouro. Nada disso. O filósofo exaltou-se porque foram visitar um "país socialista". E isso ele proibira.
Obrigada, filósofo. Deu para rir bem num momento tão tenebroso.
 
 
 
Gisela D'Arruda

terça-feira, 6 de novembro de 2018

a mão que toca um violão

Primeira estrofe de Viola Enluarada, disponível no disco de Marcos Valle, Dori e Edu Lobo, nas lojas, e na rede.



A mão que toca um violão 
se for preciso faz a guerra,
mata o mundo, fere a terra
A voz que canta uma canção
se for preciso canta um hino
Louva a morte.


sábado, 3 de novembro de 2018

palavras ao vento

Alarma muito (entre muitas coisas alarmantes) o pendor do presidente eleito para dizer e desdizer, continuamente. Há jornalista dizendo tratar-se de estratégia pensada. Assim é mais difícil cobrar.
Acima de tudo o que alarma são os seguidores, que fazem o mesmo. O exemplo vem de cima, claro. No dia da eleição o dito cujo declara querer "governar para todos os brasileiros"  ou coisa assim; depois vai pra rede social e berra, Perderam, otários!!
Dos facínoras eleitos que quebraram placas homenageando a Marielle  parece que só um é dotado de fala. Esse afirmou que deseja ver elucidado o crime, e só pensa boas coisas da vereadora assassinada. Muito bem. Aí, ele também, vai pra rede social e apontando os pedaços da placa (isso foi no repeteco, na Serra, diante do governador eleito que "não notou")  berra Vamos acabar com o PSOL, fora vermelhos! Agora é Ele!
E o mackenzista que se filmou indo votar, lá em seus confins catarinenses, portando pistola e se declarando armado também com faca, pra matar "a negraiada que ele visse de camisa vermelha. Vai tudo morrer, é capitão, porra." Suspenso e enfrentando processo, se desculpa e afirma que NÃO é racista nem violento.
Fala sério.
Agora começa-se a entender por que chamam de "mito". Faz sentido. Acho que foi em Fortaleza, no dia da eleição, esse preferiu não deixar margem à dúvida e fuzilou o motorista do carro vizinho por causa do adesivo 13.
Deu na Época que está nas bancas, e aproveitem pra apreciar o cartaz exibido pelo superfilho 02 ou 03, não sei. Diz assim, Eu juro que vou pacificamente te matar! e é enfeitado por dois fuzis. Ao lado um amiguinho barbudo  segura um fuzil de verdade. Se vier ao RJ com o brinquedinho, o novo governador abate, hem!



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

água e sal

Sem dúvida para agradecer a atenção, Israel promete financiar uma usina de dessalinização de água do mar, no Nordeste. Isso será louvável se der certo.
Não decorre daí admiração alguma pelo futuro governo eleito nem pelas políticas de Israel. Mas minha gente por favor, não financiem não, ergam a coisa vocês mesmos ou fiscalizem. Eles não conhecem político nordestino e sua capacidade pra embolsar dinheiro público. Político brasileiro em geral, vide a Baía de Guanabara que duas vezes recebeu verba internacional e o que se limpa nela parece, principalmente, fruto de ações pequenas (mas boas) que retiram plásticos e sofás velhos.
E fiscalizem onde a tal água dessalinizada haverá de ir, ou encherá piscinas particulares, sempre azuis em qualquer seca.
Construir outras como "ele" quer seria ótimo, dentro das restrições acima; mas atentemos para o fato de Israel possuir extensão comparativamente mínima, e receber doações internacionais desde a sua criação. Recebia de determinados governos, talvez receba ainda, e vêm doações particulares, que não se criticam, mas isto não corresponde à realidade aqui.
Este cuidado com á água surpreende até em quem vai e vem, não diz coisa com coisa, e volta atrás na promessa (sim, prometeu, futuro chefe da casa civil, se vier a se empossar) de não fundir Agricultura com Meio Ambiente. Como anteontem declarava que todas as promessas às bancadas seriam cumpridas, não surpreende tanto ler isto hoje. Mas não pode ocorrer.
No mais, repeito o que venho dizendo por aí, a vida humana a História prova que é substituível, inclusive a minha. Mata-se gente, depois nasce um monte de gente, até gente demais. Cultura? Corta-se verba, mas a cultura segue brotando espontânea e sempre existem indivíduos que cuidam de saberes e conhecimentos.
Meio Ambiente? meu Deus. Aí não tem jeito. Prioridade máxima.

domingo, 21 de outubro de 2018

tribunais most rem a sua cara!

Digam a que vieram, como pede hoje no Jotabê o ex-ministro do STF Gilson Dipp, cobrando clareza e presteza ao TSE.
A esse respeito, o bezerro mais velho do Boi-sonado declarou, vi ao entrar na rede, que "basta um soldado raso e um cabo pra fechar um tribunal".
Vi também que FHC já protestou.

Vamos falar sério. Depois, um cronista em dois do "Globo" nos diz que falar de fascismo é exagerado e cita  firulas históricas, a origem de "fascio" e sei lá mais o quê.
Exagero algum.

E (além da igreja pichada em Nova Friburgo outro dia) a garota que teve uma suástica tatuada na barriga, a faca, por três malfeitores  sulistas, não conseguiu registrara a queixa como queria porque o delegado entendeu que era uma BRINCADEIRA e o que estava entalhado na barriga dela era o símbolo solar, que o símbolo nazista, e roubado pelos nazistas, girava na direção oposta.
 Então eu vou lá e entalho o símbolo da paz, ou um coração , na barriga do delegado, e foi uma brincadeira?

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

na rio branco 20 anos atrás


Além do crescimento da intolerância e da violência no país, lamenta-se a morte sob tortura de um opositor na Venezuela do senhor Maduro (pois que caia então) e a do grande jornalista Kashoggi no seu consulado em Istambul.
No melhor dos casos "um interrogatório que deu errado" como diz agora o governo saudita. Interrogar?! quem ia buscar um documento após se informar por telefone!?  Kashoggi foi diversas vezes traduzido e publicado no "Globo".
Mas suscita uma versão de sorriso o que saiu com foto e tudo, no JB de vinte anos atrás, que reproduz hoje Hildegard Angel, filha de quem se sabe e que já escrevia na versão antiga do diário:
em agosto de 1998, o candidato da bala à Presidência agrediu uma mulher pelas costas quando era deputado!
Ele não negou a agressão mas disse que a agredida é quem tinha começado a discutir com uma correligionária dele, que apenas lhe tomou as dores.
Bonito, certo?
Tem mais.


A mulher se dirigiu ao IML mas não pôde realizar o exame de corpo de delito porque certamente alertado pelo deputado, o funcionário fechara mais cedo naquele dia...