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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

isso sim que é pauleira

Solidariedade com os roqueiros, de modo geral.
De modo específico não encontro em mim solidariedade para os não poucos que votaram nessa geleca aí.
E na Sala Cecília Meirelles o novo diretor quer criar um clima "meio Rock in Rio ".
Te cuida João Guilherme Ripper que já já vão te chamar de satanista.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

não gostei? quebrei!

Vou pouco ao teatro, confesso, prefiro música, balé e cinema. Não dá para ver tudo. Talvez por isso descubro só agora que uma peça sobre Luiz Gama está há quatro anos em cartaz. Salvo engano em dois palcos simultâneos e dias diferentes, a Arena Cultural de Madureira e a  Laura Alvim na Vieira Souto.
E para os que não ligam o nome à pessoa, Gama foi aquele indevidamente vendido pelo pai português aos dez anos (indevidamente, na lei de então; a mãe era livre), um dos principais abolicionistas (não chegou a ver o 13 de Maio) dentre eles o que se recusava a possuir escravos. O incansável Rebouças, nascido livre de pais já livres, infelizmente possuía e libertava os seus a conta-gotas, alguns por pressão de seus alunos (que voltavam para casas onde sem dúvida o papai tinha também os seus). Rebouças assim, com todos os seus méritos encarnou nisto o "jeitinho brasileiro" no que ele tem de pior.
Mas Gama foi um dos maiores homens do Brasil.
Tudo isso para implorar que me esclareçam sobre o que o vereador eleito na capital paulista pelo ex-partido do presidente estava fazendo no Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia, onde quebrou, não uma placa, isso foram seus colegas de chapa, não é? mas um cartaz montado sobre mortes de negros pela PM, cartaz que fazia parte de uma exposição sobre a negritude.
Estive lá esses dias para a homenagem à Umbanda, que foi muito lindamente organizada, mas ou não se mencionou a exposição ou ainda estava sendo montada. O vereador comentou ao quebrar a placa.. ops, desculpe, o cartaz, que se consertassem e pusessem de volta "teria de fazer de novo". Alguns vereadores foram fazer Boletim de Ocorrência, entre eles aquela jovem vereadora do PSol que reclamava durante semanas da falta de memória dos seguranças: de segunda a sexta pediam a sua identidade. A essa altura já devem saber quem ela é.
O vereador paulista depois de ouvir as palavras ponderadas do presidente da Câmara declarou que não escolhera a melhor maneira de se manifestar. Já o colega carioca pendurou no gabinete metade da placa quebrada. Isso e pra gente não esquecer quem são eles, mesmo se deixaram de ser o partido do capitão.

domingo, 17 de novembro de 2019

beterrabas

O rei está nu. E quem diz nem sou eu, é o ex-presidente deposto, o collorido. Elle mesmo. Em entrevista de página inteira, disse coisas muito ponderadas e parece um príncipe ao lado do capitão.
QUALQUER um parece um príncipe ao lado do capitão, tirando o núcleo de seguidores mais fanáticos. Núcleo esse no qual incluimos o outro príncipe, o de sangue; não o fotógrafo que esse não mete a mão em tal cumbuca, mas o deputado. Tenha ou não participado de surubas entre iguais. Ou desiguais.
O contato com o capitão mancha a quem chega perto, é que nem beterraba. Roqueiros e ex-atores pornôs compreenderam isso antes do príncipe que segue de olho numa hipotética vaga.
E as manguinhas são postas de fora.
O partido se for mesmo criado será DO presidente, pertencerá a ele. Um filho o encabeçará. No partido do qual  acaba de sair de maus modos, outro filho preside, à força. E o partido novo replica o passado em termos e bordões de modo sinistro.
O outro ex-presidente, recém-solto, se nega a fazer autocrítica. Deveria se mirar no exemplo de um partido conservador que ajudou a eleger o atual e agora reconhece, espontaneamente, que ajudou a fazer um grande mal para o Brasil.
Essas realezas cor de beterraba, reis nus e príncipes integralistas, tencionam acabar com o país. Vassoura neles.


domingo, 10 de novembro de 2019

"quando ouço falar de armas, saco a minha cultura"

A frase não é minha, é do Geraldinho Carneiro "apud" Ancelmo Goes. Como se sabe, as pessoas têm citado o há muito extinto general nazista e a sua sinistra frase, tão atual nesse momento, e Geraldinho se saiu com essa; levando o blog a uma de suas raras exceções à regra de não reproduzir nomes. No caso é quase obrigatório.
E a Cultura saiu da responsabilidade de um ministro pelo menos educado, calmo e tocador de berimbau, qualidades que o fazem o melhor dos piores (piores são TODOS estes) pra ser jogada no ministério de uma pessoa que, corrupta e corruptora, deveria estar presa, e isso pra nem falar das ameaças de morte à ex-colega.
Mas como se fosse pouco, a Cultura fica numa pasta encabeçada pelo ex-dramaturgo que se tornou conhecido ao hostilizar a maior atriz do Brasil em seus 90 anos. Que pretende transformar uma sala do Rio em "teatro cristão".
As rádios nacionais agora precisam pontuar determinados anúncios do governo com a frase "Pátria Amada, Brasil" antes de voltar a Ernesto Nazareth.
Isso é triste. Por um acaso sou a favor dos brasileiros saberem cantar os seus hinos e conheço as letras. Mas a doutrina do anarquismo, e pode haver outras, doutrina essa bem pacífica é bom lembrar (pacifismo? ah, isso rima com globalismo. Deve ser coisa de "ongueiro")  não encaixa nessa frase e nem encaixa no amor forçado à pátria. Essa declaração é coisa de quem usa coturno. Não alto coturno, baixo, como em "baixo clero". Combina com "ame-o ou deixe-o" e quem define o amor não é o indivíduo.
Pior que tudo: a cultura sempre brotará. A vida humana, meu Deus.. tem gente demais no mundo. Mas o meio ambiente...

sábado, 2 de novembro de 2019

obsolescência

O presidente ontem pediu à rede Globo, seu grande desafeto, dez minutos pra falar e explicar tudo, e hoje declarou que tem uma prova fundamental sobre o caso da vereadora Marielle Franco.
Acho que nem o mais desvairado acredita que ele apertou o gatilho já que comprovadamente estava em Brasília e muito sinceramente não creio que tenha sido mandante do crime. Afirma que nunca ouvira falar dela e acredito. Não tinha o perfil.
Quando você estiver lendo ele já terá soltado a tal prova, de quê não se sabe nesse momento; se é de que não participou, estará se sangrando em saúde. Assim alguém vai acabar pensando que algum membro do clã teve sim a ver.
Porém, se a prova é contra outra pessoa por que cargas d´água este senhor não soltou a prova antes?
Só agora, porque se sentiu (irracionalmente) aludido?
E por fim, será que vai soltar algo contra a vereadora? Pise com cuidado. Uma desembargadora já se deu mal por alegar inverdades.
E mesmo assim: por que só agora?

E por que diferem as versões impressas (e manuscritas) do livro de entrada fornecidos anteontem à polícia pelo infeliz porteiro e pelo filho vereador?

Hoje, dia de Finados, é um momento oportuno para se lembrar dos que partiam, principalmente dos que sofreram morte violenta e quando vivos, agregavam.
Talvez daqui a meia hora haja um caminhão de notícias sobre o caso mas arrisco a provável obsolescência da minha informação, em prol do raciocínio. Pois raciocínio parece estar faltando no Planalto Central do País. Viva a roça, ça çá, viva a palhoça ça ça ça çá.

domingo, 27 de outubro de 2019

vassoura!!

Fico chocada quando leio os bons jornalistas mais afeitos a temas  de economia declararem que agora o governo não tem mais desculpa, que tem é que governar, já que a reforma passou (ainda que sem a famigerada capitalização, que botaria nas ruas legiões de mendigos em poucas décadas).
Não, não é bem assim. Nem tudo são números.

O governo tem mas é de ser destituído.
Não bastasse o tio da primeira-dama que é miliciano e está preso em algum lugar do Planalto, agora vêm à tona as provas do que já se comentava, os perfis falsos, os assessores "do mal", a sala no Alvorada próxima à sala do porta-voz oficial (que até prova em contrário nada tem a ver com isso).
 E nem se fala das acusações absurdas, são as organizações pró-vida que sujam as prais de óleo e tal.

Essas declarações e provas de ex-aliados são incompatíveis com a noção de governo. Isso agora virou palhaçada.
Por favor senhores da Economia, vamos falar sério.

E mais uma vez, gente ruim não tem amigo, tem umbigo. Graças a isso é que estamos vendo  o que estamos vendo.  Esquece a economia. Pela ecologia! Ou você vai comer o seu celular?
Vassoura neles. 
Pela ética!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

umbigo de gente ruim

Desde que há meses ficou patente que os amigos do rei lá  no Planalto são descartáveis estou repetindo, Gente ruim não tem amigo. Tem umbigo.
Isso estamos vendo a cada dia. Não que os rivais dentro do partido do eleito sejam muito melhores. Mas vale aquele chavão, Os inimigos do inimigo não são meus inimigos... por ora.

Estamos vendo também, como num processo de química, por decantação e por separação de fluidos, surgir o resíduo do resíduo da escória da escória. Daqui a pouco sobrarão apenas os bezerros Um, Dois e Três. Mas ainda fazem ouvir os seus aplausos diversos eleitos, e olha que coincidência, um dos mais estridentes foi um dos quebradores da  famosa placa que há dias invadiu o Pedro II, diz que chamado por um pequeno grupo de professores.
O famoso roqueiro (acho que ainda se considera roqueiro) que apoiou o atual presidente se desvinculou ruidosamente há semanas. O ruído não foi maior porque o da briga interna cobre qualquer outro. Mas deu pra ouvi-lo enumerar adjetivos e parece que compõe uma canção em "deshomenagem" àquele suposto filósofo e guru. (Poderia se poupar, isto cheira a rancor, e escolher alvo mais genérico e duradouro. Caçadores de golfinho por exemplo. )
Mas quem votou no Boi Sonado acreditando "que as pessoas mais elegantes do governo o guiariam" não deve andar muito bem da bola... Mas, enfim, parabéns ao roqueiro por ter aberto os olhos.
No mais a censura continua e outro dia cortaram 5 segundos de um telejornal da TV educativa porque.. exibia o logradouro parisiense que recebeu o nome da vereadora assassinada.  Assim vou acabar achando que o mandante do crime está muito mais perto do núcleo do poder do que eu imaginava..