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terça-feira, 8 de outubro de 2024

rescaldo

 Lendo no dia seguinte das eleições o Globo e o UOl parecem falar de duas eleições diferentes. Não falam.  Talvez seja o copo meio cheio e o meio vazio. Os portais eletrônicos insistiram mais  no fracasso da candidatura do delegado paralelo (nada contra delegados honestos, mas esse...)  numa reestruturação que veem no partido ds trabalhadores. Já grandes colunistas do jornal carioca projetam coisas sinistras e me lembram Cassandra ou Jeremias.

Sem dúvida evitamos o ´pior em duas grandes capitais. Agora temos de engolir o nosso voto útil e para quem apoiou o Psol na empreitada teimosa, com tempero amargo. No Rio, diversos queridos vereadores não se reelegeram. Não há dúvida que o Brasil profundo não se preocupa com muita ética e menos com meio ambiente. Teremos de lutar muito. Não há dúvida que o ex-mandatário pretende se cacifar para conseguir voltar, horresco referens. E tudo sob a visão evangelizante que tapa olhos e ouvidos para quem ameaça ou destrói Direitos Humanos, liberdade de imprensa, biomas, contanto que erga uma Bíblia e se diga pentecostal.

Vemos o prefeito da maior cidade do País declarar que "tem o mesmo perfil" do que o empresário derrotado para atrair os seus eleitores. Vergonha na cara, prefeito. Muitos destes seguidores puseram a boca no mundo, enfurecidos, e prometem votar no outro. Ninguém conte com nada disto, sendo ou tendo sido seguidores de quem são, ou foram, talvez. Dependerá do que lhes derem nas postagens.

Mas vejo coisas positivas, até para o Psol. O candidato a vereador agredido pelo Deputado Quebrador de Placa foi extremamente bem votado; e mais que ele ainda, surgiu um rapaz de boné, tik-toker, varrendo tudo pela frente, um dos cinco ou seis primeiros. Na capital; infelizmente a nível nacional a história é outra. Uma petista estava em quarto lugar. Essas pessoas surfaram nas redes, souberam falar a língua dos que andam de olho posto na tela.

Isto é, lamentavelmente, necessário a menos que as redes deixem de existir. Uma comunicação ágil e sem dúvida rasa, mas se grande parte do público pretendido é também raso, sem hábito de grandes leituras e sedento de linguagem simples, trabalhar nessas redes por mais que não se goste é ingrediente hoje básico. É triste ver pessoas simples dizerem, Pra vereador vou deixar em branco.

Mas houve outra bela vitória do Psol, esta em Fortaleza. Não sei em que proporção usou redes sociais o biólogo que se reelegeu  ali em segundo lugar. O diferencial foi outro. O moço não só não usou santinho de papel, como imprimiu nome e número em folhas secas. 

A criatividade que fez tanta falta pelo Brasil.





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